domingo, 10 de fevereiro de 2019

Sean Penn

No clima do Oscar: 10 anos da vitória de Sean Penn, por sua atuação em "Milk - A Voz Da Igualdade"


Em 2009, Sean Penn chegava à sua 5ª indicação ao Oscar, que também lhe daria sua 2ª vitória como melhor ator, após sair vitorioso no Oscar/2004, por sua atuação no filme soberbo "Sobre Meninos E Lobos". No belíssimo filme "Milk - A Voz Da Igualdade", dirigido pelo diretor genial Gus Van Sant, Sean Penn encarnava Harvey Milk, nova iorquino de 42 anos que, em 1972, mudou-se para San Francisco com o namorado e que se tornou o 1º político assumidamente homossexual dos EUA. E Sean Penn realizou o feito de deixar Harvey Milk na memória, construindo a jornada memorável de um ser-humano ímpar na luta pelos direitos lgbtq+, até sua trágica morte.

Sean Penn, naquele ano, disputou o Oscar ao lado de atores extraordinários, que atuaram em filmes que precisam ser assistidos novamente: disputou com Frank Langella, do filme "Frost/Nixon"; com Brad Pitt, do filme "O Curioso Caso De Benjamim Button"; com Mickey Rourke, do filme "O Lutador"; e Richard Jenkins, do filme "O Visitante"

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Todos Já Sabem


Senhoras e senhores, cinéfilas e cinéfilos: Teremos a oportunidade de assistir nos Cinemas: " TODOS JÁ SABEM ", o novo filme do nosso aclamado diretor iraniano Asghar Farhadi, tem estreia agendada para 21 de Fevereiro, anunciada pela Parisl Filmes Depois de vencer 2 Oscars, com os filmes "A Separação" e "O Apartamento", o novo trabalho do nosso aclamado diretor desperta o máximo de curiosidade. Filme espanhol, com um elenco que significa a atual glória do Cinema espanhol e que abriu o "Festival de Cannes/2018". O elenco traz Penélope Cruz, Bárbara Lennie, Javier Bardem, Ricardo Darín, Eduard Fernández, Inma Cuesta, Elvira Mínguez, Sara Sálamo, Roger Casamajor e José Ángel Egido. A trama se passa numa vila espanhola para a qual Laura (Penélope Cruz) retornou para um grande casamento, depois de muito tempo longe da família. Seu marido Alejandro (Ricardo Darín) ficou na Argentina - mas ela leva os dois filhos com ela, incluindo sua filha adolescente Irene (Carla Campra). Para desaprovação de Laura, sua filha é atraída por um garoto que lhe conta um segredo. Durante a festa de casamento, a família é golpeada por um sequestro, que expõe todos os tipos de fraquezas e problemas, e traz à luz segredos e mentiras de família. Teremos a oportunidade de assistir o aguardado trabalho desse diretor nos Cinemas. 

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O Filho De Saul


Estou emocionado, estou transbordando de amor e muito agradecido. É 3° DVD importado que chegou pra mim, mais um presente adiantado de aniversário (muito obrigada Claudia P.) e ter, em mãos, o DVD legendado em português de "O Filho De Saul", grande vencedor do Oscar/2016 como melhor filme estrangeiro e, infelizmente, inédito em mídia física no Brasil, é inexplicável. (Tem mais 1 DVD que ganhei, aguardem). O resultado desse filme húngaro, do grande diretor László Nemes, é impressionante. Certamente, é a 1ª vez que um filme ficcional, literalmente, te transporta para uma duração quase exata de tempo dentro de um campo de concentração nazista. O resultado desse filme é de uma dor abismal, é um resultado extraordinário, milagroso e impressionante. É uma obra obrigatória de estudo e para a qual devemos retornar mais e mais vezes. É Cinema!

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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Kate Winslet

No Clima Do Oscar

Em 2009, a atriz extraordinária que Kate Winslet é, chegava á sua 6ª indicação ao Oscar, por sua atuação no filme "O Leitor". A inesquecível "Rose", de "Titanic", desaparecia completamente no papel absurdo de Hanna Schmitz, a mulher que fora guarda num campo de concentração durante o nazismo e que carregava um segredo tenebroso. Numa atuação tecnicamente perfeita, feita de nuances irretocáveis, tiradas do interno para o externo, Kate Winslet arrebatou nas principais premiações. 

Naquele ano, no Oscar, a atriz disputava o prêmio ao lado de atrizes extraordinárias: Melissa Leo, por "Rio Congelado"; Anne Hathaway, por "O Casamento De Rachel"; Angelina Jolie, por "A Troca"; e Meryl Streep, por "Dúvida". Certamente, é inevitável pensar que, se Kate Winslet não vencesse, talvez fosse Meryl Streep. Fato é que, naquele ano, o nível de admiração estava mesmo a encargo do trabalho de composição e entrega de Kate. Em 2016, a atriz recebeu sua 7ª indicão ao Oscar, por sua atuação no filme "Steve Jobs", outro belíssimo trabalho.

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sábado, 2 de fevereiro de 2019

A Esposa

As vezes com cara de episódio, filme consegue sustentar teor de sua trama, com atriz monumental


O filme "A Esposa" tem um dispositivo narrativo curioso: aos poucos exibe seu eixo principal, ou seja, sua personagem, antes uma mulher invisível, que em algum momento diz a que veio e explode para a visibilidade. E expande esse dispositivo na medida que vai transformando essa personagem no símbolo de todas as mulheres que estão fora da tela. O que não encontrei no filme foi um tom que conseguisse transformar essa personagem num relevo antológico da dívida que a humanidade tem para com as mulheres, apagadas das histórias, ao longo da própria história. Particularmente, neste filme, em alguns momentos, me pareceu que era como assistir um bom episódio extendido. E, de forma sublime, "A Esposa" escapa desses detalhes ao contar com a aula de Cinema expressa na atuação de uma Glenn Close extraordinária. Vira um espetáculo desigual, quando se percebe que esta atriz magnânima, chegou no pleno entendimento de sua personagem e soube fazer uma coisa muito difícil: Glenn não evitou carregar o fardo da invisibilidade de todas as mulheres e realiza a linguagem da tensão. Logo, quando a mulher explode no filme, é Glenn Close quem explode de forma voraz. E, nas minúcias de alguns olhares, desperta a empatia de quem assiste, não só pela mulher do filme, como por todas as mulheres e pelo "ser mulher".

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Toni Erdmann


Enfim, tenho em minhas mãos o Dvd original e importado do filme "Toni Erdmann", um dos grandes filmes obrigatórios da década e que, em mídia física, infelizmente não foi lançado no Brasil. Quando eu assisti, eu decretei pra mim mesmo: "eu vou ter esse filme em Dvd". Demorou quase 3 anos para que meu sonho se realizasse. Ter nas mãos um filme escrito e dirigido pela diretora Maren Ade, ter sua obra-prima nas mãos, é de uma emoção incalculável. Esta edição importada  é legendada em português e traz conteúdo extra, como o filme comentado pela atriz Sandra Huller, pelo ator Peter Simonischek e pela produtora Janine Jackowski. 

Esse filme foi indicado ao Oscar/2017 como melhor filme estrangeiro, mas o filme que ganhou foi (o igualmente extraordinário) "O Apartamento". Torci até as lágrimas para que o filme da diretora Maren Ade ganhasse, uma vez que ela é uma das maiores diretoras de todos os tempos, sem exagero e uma vez que "Toni Erdmann" é um "tour de force" descomunal. Este filme é um penhor da humanidade e faz uma difícil tradução de inteligência emocional no Cinema, posto que trata da relação de uma filha com o pai, do que se perdeu nessa relação e consegue produzir uma linguagem universal fatal e impressionante. Esse filme alemão, que se passa na Romênia, consegue captar a tensão conflitante das relações e das compreensões que se perderam nas relações. Em todas as relações. O que a diretora Maren Ade fez é antológico, uma vez que pensar a depressão da geração moderna, está, no Cinema, a encargo de pessoas que nascem uma em um milhão. Ela é uma dessas pessoas e já vinha exibindo essa performance em sua carreira. Ter uma obra de estudo, dessa importância e relevância em mãos , é de uma felicidade que não cabe no coração.

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domingo, 27 de janeiro de 2019

Projeto Flórida

Recebimento do 1º DVD importado do ano: Tô muito feliz


" PROJETO FLÓRIDA ": "Irresistível, encantador e um raro choque, numa medida inspiradora, de um registro inocente da infância desmoronando num mundo desigual e, por vezes, bizarro. Um dos filmes obrigatórios de 2018. O diretor Sean Baker, depois de seu filme "Tangerine", outro filme espetacular, realiza outro feito de rara beleza". Esse é o 1º DVD importado que recebo, de um filme não lançado em mídia no Brasil, que chega para agregar em minha coleção e para trabalhar o Cinema em DVD. Essa é uma edição americana, com encarte removível e com conteúdo extra como making of e entrevistas. Agradeço ao meu cliente, o senhor Giovanni, que trouxe esse presente pra mim!

Sobre o DVD: vivemos a transição violenta do consumo cinematográfico. A maioria dos filmes indispensáveis, e relevantes, não estão em poder de grandes distribuidoras e, dessa forma, mesmo que exibidos no Cinema, não são mais lanados em mídia física (Dvd ou Bluray). Mesmo quando alguns desses filmes são exibidos no Cinema, não são lançados em mídia e algumas distribuidoras optam por escolher alguns filmes para lançar fisicamente. Essa curva da indústria faz parte do direcionamento do consumo visual para as plataformas digitais; o que, de certa forma, também propõe, à sua maneira, um acesso maior. Os Dvds estão acabando e filmes obrigatórios não são mais lançados em Dvd nesse país ou alguns são lançados com preços altos e tiragem limitada. Entendo essa performance da indústria como uma travessia natural, inevitável e também, em algum momento, forjada (indústria é indústria, é ela que manda). O triste é que, se antes num país como o Brasil, mesmo com VHS e depois Dvd, muitos filmes já caiam no esquecimento, tanto mais agora. Por isso, nós que amamos Cinema, que trabalhamos com Cinema, que estudamos Cinema, temos o dever de impedir que isso aconteça. Temos também o ofício de trazer o Cinema sempre de volta, de trabalhar para resgatar o Cinema de onde ele estiver, seja de dentro ou de fora do Brasil. Essa performance, de buscar os filmes em DVD, é um dos objetivos do meu trabalho. Importante dizer que elogiamos as distribuidoras, quando é preciso elogiar, mas que também criticamos, quando é preciso criticar, afinal, o Cinema é que é importante, os filmes é que são importantes e precisamos verificar quando a vida dos filmes é protegida e quando a mesma é ameaçada.

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