quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Até Nunca Mais


FOTOGRAFIA FEITA NA LIVRARIA TOQUE DE LETRAS
PARA ESTA MONTAGEM

"O que está acontecendo neste filme?"

Algumas curiosidades, vários elementos e uma narrativa intrigante dão o tom neste filme do cineasta francês Benoît Jacquot, que nos últimos anos realizou um filme extraordinário que é "Adeus, Minha Rainha", mas que tem muitos outros bons filmes em sua carreira de mais de 40 anos. Desejo que quem, assim como eu, perdeu "Até Nunca Mais" nos cinemas, o último trabalho do cineasta, possa se sentir curioso o bastante para assistí-lo, a partir de agora, em que passa a estar disponível através das plataformas digitais. De antemão, este filme transita entre o suspense e o thriler, depois cede ao desejo de desorientar o espectador, de maneira que quem assista, em algum momento, possa questionar: "o que está acontecendo neste filme?".

Basicamente, na trama, um cineasta de meia idade, levará sua jovem paixão, uma artista performática, para morar à beira de uma praia em Portugal (não perca as curiosidades do local em que o filme foi feito no decorrer deste texto) e, em determinando momento, ele desaparecerá (sim, é sem spoiler). O que se desencadeia no filme, a partir disso, com a jovem lá sozinha, é uma série de mistérios "confusos", espécies de impressões, sensações "sobrenaturais", reações ao luto ou a busca por filmar as tensões. Fato é que uma linguagem muito contemporânea é utilizada para construir a narrativa, uma linguagem que consegue ora ser clássica, trazendo a lembrança de Hitchcock, Bergman ou Godard; ora ser modernista, trazendo a lembrança de Jonathan Glazer, Luca Guadagnino ou Olivier Assayas. O resultado desse filme pode ser irregular, mas o exercício da narrativa impressiona, principalmente quando a personagem principal está abandonada.



Benoît Jaquot adapta livremente aqui a obra "O corpo Enquanto Arte", do escritor americano Don Delillo. O cineasta David Cronemberg adaptou "Cosmópolis" da obra do escritor. Há, em "Até Nunca Mais", a busca por uma extravagância, que se traduz em curiosidades como ter sido filmado praticamente todo numa casa próxima a "Praia da Marinha", em Lagoa (Algarve), em Portugal. Outras filmagens também aconteceram no túnel da CRIL em Lisboa e no Centro Cultural de Belém. Jaquot afirmou que o cenário português lhe ofereceu o clima que buscava para a trama e, de fato, a paisagem aqui se torna um atrativo, além da maior parte do elenco que é português. Pra terminar, é sempre uma oportunidade rica assistir Mathieu Amalric, mas a revelação aqui é a atriz Julia Roy, que carrega o filme e que ajudou a adaptar o roteiro.

"Até Nunca Mais" - À Jamais - Dir. por Benoît Jacquot - França\Portugal - 2016

Filme enviado com exclusividade ao Mais Cinema para ser comentado e divulgado.

Serviço:
NOW (R$11,90)
VIVO PLAY (R$ 11,90) / Google Play (Compra R$ 29,90 Aluguel R$9,90) / iTunes (Compra US$6.99 Aluguel US$2.99)

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