terça-feira, 21 de novembro de 2017

Dançando No Escuro e os 52 anos de vida de Björk

FOTOGRAFIA FEITA NA FAZENDA SANTA BARBARA
PARA COMEMORAR OS 52 ANOS DE BJORK
CONHEÇA A FAZENDA SANTA BARBARA

Arrepia: durante a transição do milênio, no ano 2000, Lars Von Trier faria de "Dançando no Escuro" uma obra-prima assombrosa (como ainda permanece), venceria a "Palma de Ouro" em Cannes e faria de Björk a primeira, das mulheres do novo milênio, reconhecidas em Cannes com a "Palma" por melhor atuação. Dá até a impressão de que tem algo de "místico" aí, afinal, não teria ninguém mais apropriado que Lars Von Trier e Bjork para "batizar" a "nova era" no maior festival de cinema que se tem notícia. E Björk é, não só uma artista, mas uma criatura completa e de uma capacidade muito genial.



FAZENDA SANTA BARBARA
INFORMAÇÕES NO FIM DO TEXTO
Björk, aos 11 anos, ao interpretar clássicos ao piano, deixou tanta gente de queixo caído, que recebeu um contrato de gravação. A garota da Islândia, egressa do punk rock islandês, filha da influência  de David Bowie e fã de Elis Regina, encontraria um modo de fundir gêneros musicais e suas bases, criando uma personalidade musical, delicadamente íntima, mas com um poder de abrangência fulminante; encontraria também a genialidade de transcender aos padrões estéticos de todas as esferas em que estivesse inserida, fosse musical, fosse da moda ou fosse da performance. Assim como os incomparáveis grandes nomes no decorrer da histórica da música, não há absolutamente nada igual a Bjork, promovedora de grandes obras primas ("Human Behavior", "It's Oh So Quiet", "Dull Flame Of Desire") , de álbuns memoráveis ("Debut", "Vespertine", "Biophilia") e de momentos inexplicáveis sobre o palco. Em 2016 Björk resistiu ao sexismo\machismo dizendo:


“As mulheres na música estão autorizadas a serem cantoras e compositoras que cantam sobre seus namorados. Se elas mudam de assunto para átomos, galáxias, ativismo, matemática nerd usada na edição de batidas ou qualquer outra coisa além de serem intérpretes cantando sobre seus amores, elas são criticadas: os jornalistas sentem que falta algo, como se nossos únicos assuntos fossem emocionais [...]; Eu fiz [os álbuns] ‘Volta’ e ‘Biophilia’ ciente do fato de que esses não eram assuntos sobre os quais mulheres normalmente escrevem. Eu senti que podia. No ativista ‘Volta’, cantei sobre pilotas grávidas suicidas de bombardeio e pela independência das Ilhas Faroë e da Groenlândia. No pedagógico ‘Biophilia’, cantei sobre galáxias e átomos, mas foi só com ‘Vulnicura’, quando falei sobre uma desilusão amorosa, que ganhei aceitação total da mídia. Aos homens é permitido passar de um assunto a outro, fazer ficção científica, obras de época, palhaçadas e serem cômicos, nerds de música que se perdem esculpindo uma atmosfera sonora. Às mulheres não. Se não rasgarmos o peito e sangrarmos sobre os homens e crianças de nossas vidas, estamos enganando nosso público [...]; Espero que no ano que vem, embora eu tenha sido corajosa por compartilhar com vocês um assunto clássico das mulheres — o coração partido —, eu possa tirar essa fantasia e sair desse papel. Vocês congelaram Édith Piaf e Maria Callas nele (nenhum documentário que vi sobre ela deixa de mencionar Aristóteles Onassis, mas não há menção sobre as mulheres que os músicos amaram ou sobre as que partiram seus corações). Vamos fazer de 2017 o ano em que executamos plenamente essa transformação!!! O direito à diversidade para todas as garotas aí fora!!!”

Fazenda Santa Barbara: tem sido a revelação do interior de São Paulo em locais para casamentos, eventos e dezenas de possibilidades. É o cenário da novela "Carinha de Anjo" do SBT.
Conheça: http://fazendasantabarbara.com/

Instagram Oficial: @daniel_serafim_mais_cinema
Perfil Oficial: facebook.com\dsmaiscinema - Daniel Serafim

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