quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Primeiras Impressões: Esplendor

FOTOGRAFIA FEITA NO RESERVA CULTURAL PARA
ESTA MONTAGEM
Sim, compreendo "Esplendor" como um puta de um filme, de uma das cineastas mais extraordinárias que se tem notícia e que, neste filme, utiliza sua câmera e tenta uma naturalidade linda de se ver, expondo um conflito curioso, que se passa todo entre cegos, entre pessoas com problemas de visão, mas que, sobretudo, encontra numa profissional de audiodescrição um motor de narrativa belíssimo. 

Ainda assim, mantendo distância da petulância em me enxergar apto a criticar uma das mulheres mais maravilhosas do cinema japonês (e sendo eu incapaz de tecer um filme desta altura ou qualquer outro filme), não deixo de perceber o sentimentalismo com que se imbui as metáforas ligadas a visão, a percepção, ao toque e a maneira como enxergamos ou achamos que enxergamos. Este filme é aquecido com a proximidade necessária entre seus personagens e suas percepções uns dos outros, que falta ao mundo contemporâneo.

Então, é um filme que combina a catarse do drama fulminante, e aí me parece que as vezes "vai longe demais", porém também é um filme de uma delicadeza e de uma originalidade sem igual. E não acredito que algo lhe comprometa. Registro que as atuações de Ayame Misaki e de Masatoshi Nagase são emocionantes, dessas de realmente serem vistas na maior tela de cinema que for possível, pois seus olhares e seus toques precisam atingir o espectador, de forma sensorial e contemplativa (e de outros personagens também). Isso se consegue na maior tela de cinema que existir e que nos for possível conseguir.

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