segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A Menina Índigo

"Filme se alonga, mas dá certo e transmite mensagem de renovação do mundo" (🌟🌟🌟)

FOTOGRAFIA FEITA NO CINEMA CAIXA BELAS ARTES PARA
ESTA DIVULGAÇÃO - CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO


🌟O diretor Wagner de Assis fez mais de quatro milhões de expetadores em 2010 com seu filme "Nosso Lar" e, em 2017, ele retorna sua direção interessada na espiritualidade, mas agora numa forma mais terna, por assim dizer. "A Menina Índigo" conta a história de uma dessas crianças consideradas "índigos", ou seja, acredita-se que essas crianças sejam dotadas de uma compreensão inteiramente humanista do ser humano, com a capacidade exclusiva de se colocar no lugar do outro e com um forte de sejo de ajudá-lo. Além disso, num campo espiritual, elas teriam um desenvolvimento elevado, podendo enxergar coisas que não enxergamos e até desenvolvendo capacidades de cura, como o caso da protagonista do filme de Wagner de Assis. A palavra "índigo", que tem a ver com uma tonalidade da cor azul, surge da crença de que essas crianças teriam sua aura (uma atmosfera de luz que envolveria a pessoa) colorida por esta forma.

🌟Sofia, a protagonista deste filme (a atriz Letícia Braga), tem um comportamento fora do padrão. Na escola ela não se encaixa, mas é perdida no meio das tintas e pintando tudo o que vê pela frente, que ela encontra o seu mundo. Os pais (a atriz Fernanda Machado e o ator Murilo Rosa) são obrigados a educá-la de outra forma, mas seus esforços vão ruindo e, sempre quando ambos se encontram, as discussões deixam a menina numa tensão de dar nos nervos. No entanto, algo de muito intrigante está acontecendo o tempo todo, que é quando Sofia toca alguém doente e essa pessoa é curada. Além disso, a profissão do pai jornalista, que tenta desvendar a corrupção entre políticos, mas que pra isso teria que acusar ao seu próprio pai, se vê ameaçada quando a filha caminha por se tornar a grande manchete. 

🌟Assim discorre o filme do cineasta Assis, com uma boa narrativa, que consegue manter o espectador intrigado o tempo todo. O filme fala de compreensão, de amor, fala do que nos afasta e consegue transmitir uma mensagem de que o mundo pode sim ser renovado. Somente que há de se considerar que nem sempre uma trama que se sustenta dessa forma, por mais de uma hora e meia,  tem em si só talento. Fica um pouco daquela impressão de que, ao mesmo tempo em que se está na esfera lúdica de uma criança, toda cheia das cores, talvez não se esteja dando forma a algo, de fato consistente. Nesse sentido, senti falta de um clímax mais arraigado. Precisa-se também salientar os grandes nomes desse elenco, como Xuxa Lopes, Paulo Figueiredo, Nizo Neto e o extraordinário Eriberto Leão. Considero o resultado do filme, olhando para a mensagem que conseguiu transmitir, um bom resultado. 

Palavra do diretor: “Este filme nasce de um interesse de falar destes novos tempos e contar a história de uma integrante desta nova geração. Não queremos fazer uma análise de cenário apenas ou defender uma tese, mas sim, a partir de alguma coisa nova, algo que nos impulsione, recarregar nossa porção de esperança num presente e futuro melhores. Mesmo com tantas crises, principalmente a falência ética e moral de boa parte da nossa sociedade, temos que respirar fundo e prestar atenção no que vem por aí. Torna-se fundamental então olhar nossas crianças com um outro olhar - e não com aquele olhar paternalista e assistencialista do passado”.

Serviço
Disponível a partir do dia 7 de dezembro no NOW (R$11,90) e também no VIVO PLAY (R$ 11,90) / Google Play (Compra R$24,90 Aluguel R$6,90) / iTunes (Compra US$6.99 Aluguel US$2.99).

" A MENINA ÍNDIGO " - A Menina Índigo - Dir. por Wagner de Assis - Brasil - 2017 - Enviado com exclusividade ao Mais Cinema dado lançamento do filme via plataformas de exibição em streaming. 

Instagram Oficial: @daniel_serafim_mais_cinema
Perfil Oficial: facebook.com/dsmaiscinema - Daniel Serafim 


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