quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Primeiras Impressões: Roda Gigante



⭐ Antiquado. Não me simpatizo com algumas leituras que Woody Allen faz das mulheres em algumas protagonistas de seus filmes e em "Roda Gigante" é o caso. Mulher infeliz em sua configuração familiar, dessas que se culpam pelo azar da relação anterior, que trabalham fora, que depois tem a "pressão" de cuidar do que tem em casa, ao que parece que chegam até a apanhar do marido e que ficam "paranoicas" com uma relação extra-conjugal e que, ao final, ainda são colocadas com uma ponta de dedo no crime\conflito, enfim, estou ainda fazendo uma matemática na minha cabeça, pra decidir se realmente compro todo o enredo do novo filme de Woody Allen. Ao menos, positivamente, conseguiu me iludir mais do que o "Café Society", pra mim um embuste. Como sempre digo, que cada um decida se gosta ou não, se faz sentido ou não.

⭐ Os 2 maiores talentos deste filme: a força da presença "peso\pesado" de Kate Winslet e a fotografia "de cair o queixo" de Vittorio Storaro. Essa história que "Roda Gigante" é um "passeio nostálgico" pela Coney Island de Nova York na década de 50 é outra propaganda enfadonha; tem muito pouco de nostálgico, essa é que é a verdade, no entanto, a maneira como Storaro fotografa essa Coney Island, a maneira como a luz e o brilho contornam as nuances das cenas, dos personagens, isso sim é um espetáculo e um espetáculo de um fotógrafo com quase 80 anos. Kate Winslet hipnotiza o espectador sob essa fotografia, ela aparece com uma nitidez estarrecedora, principalmente em sequências onde ela é a dona do texto e destila o teor de sua personagem, essa mulher que "acha" que pode ser amada.

⭐ Cena e sequência inicias do filme, são ambas lindas, com a praia de Coney Island filmada com uma cor que realmente parece não existir mais. Nessa mesma sequência tem valor o surgimento da personagem de Juno Temple, excelente atriz, aqui uma dessas personagens coadjuvantes deliciosas de Woody Allen, mas que, infelizmente, fica bem sufocada na trama e quase chega a desaparecer perto da presença de uma Kate Winslet. Quem narra esta trama é Justin Timberlake, o amante de Kate winslet, que como dramaturgo ainda quer escrever uma obra-prima, porém que ganha a vida como salva vidas. Se ele é um alter ego de Woody Allen, é dos mais pobrezinhos, não há encanto nenhum em seu personagem. Por fim, tem Jim Belushi, pai de Juno e marido de Kate, um bom ator, mas apenas isso. E tem um bom humor em "Roda Gigante", a encargo do filho da primeira relação de Kate Winslet, que vive armando fogueiras em qualquer lugar e que acaba na psicóloga (e faz fogueira lá também).  Pra mim não é um grande filme, nem uma grande narrativa, mas que cada um decida.

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