domingo, 17 de dezembro de 2017

Star Wars - Os Últimos Jedi

"Nesse verdadeiro espetáculo, difícil e complexo, surgiram pontos baixos sutis, mas o resultado conseguiu envergar!" (⭐⭐⭐⭐)

FOTOGRAFIA FEITA NO CINEMA MULTIPLEX ITATIBA MALL
EXIBIDOR PARA O MAIS CINEMA
CARTAZ GENTILMENTE CEDIDO

⭐Não se fala em outra coisa, tudo que foi texto acusou: "quem é Rian Johnson"?! Depois daquele filme arrebatador, com o qual cineasta J. J. Abrams retomou "Star Wars" e dilatou suas portas, o desafio do segundo filme seria desses incomparáveis do cinema. Coube ao cineasta Rian Johnson, de poucos filmes, que vinha de direções bem sucedidas, como em "Looper: Assassinos do Futuro" e na série "Breaking Bad", tomar em suas mãos essa "partitura" e regê-la à sua maneira. O resultado, a bem da verdade, é mesmo bem à sua maneira, com explicações demais, com uma linguiça marota tentando "ser enchida", mas (palmas para ele) não menos responsável por isso e amplamente espetacular. 

⭐E aqui vamos nós: corajosamente, o cineasta inicia seu filme, o qual também escreve, por outras pontas. Enquanto todo mundo esperava que surgisse em cena Rey e Kylo Ren, dando todo o tom da narrativa, depois daquele confronto atordoante, que encerrou o último filme e confronto que (obviamente) ali não teve uma conclusão derradeira, enquanto era essa uma expectativa, em "Os Últimos Jedi" o universo já está pegando fogo quando o filme começa. Mais do que isso, e esse é um grande trunfo desse filme (e trunfo dificílimo): tem dezenas de coisas acontecendo ao mesmo tempo. Então, que se pense na façanha assustadora que seria "meter a mão" num projeto que retomou um monumento do cinema e que fez isso, em J. J. Abrams, com a inteligência própria dos gênios do cinema. 

 ⭐Rey foi ao encontro de Luke Skywalker e encontrou um velho ranzinza; Poe Dameron (Oscar Isaac) se mete em tudo que é ataque, mas é advertido por Leia e bate de frente com a vice-almirante (Laura Dern, menos maravilhosa que sempre numa cor de peruca que não lhe caiu bem); Finn (John Boyega) encontra inesperadamente uma companheira para planos, a mecânica Rose (Kelly Marie Tran, em excelente atuação coadjuvante), com quem vai desativar um rastreador e também tentar ir ao encontro de Rey; paralelamente, a força está conectando Rey e Kylo Ren, gerando um "cabo de guerra" pra ver para que lado ambos podem pender; também Leia e Luke estão lá "chorando as pitangas" das consequências de suas impotências do passado; e, por fim, no clímax desse filme de duas horas e meia, sob um deserto branco/belíssimo, que ao pisar revela sua verdadeira cor, um vermelho-sangue, reina a grande nota dessa partitura: o confronto entre Kylo Ren e Luke Skywalker, e a "lição de moral" que se levanta dali.

⭐O que acontece nesse filme é o seguinte: primeiro que está explícita uma memória afetiva muito grande impressa pelo diretor Rian, tanto na reverência ao monumento que "Star Wars" é (e os fãs mais atentos perceberão dezenas de detalhes que não foram esquecidos), quanto numa certa magia (repare como é possível se lembrar de Luc Besson ou de "A História Sem Fim"). No entanto, fato é que a batuta de Rian Johnson não é como a de J. J. Abrams e está ausente o filtro do visionário, que (sem comparações) no filme anterior, assombrou mais em menos tempo. Para um filme de duas horas e meia, pelas deusas e deuses do cinema, o espetáculo foi alcançado e, em dados momentos, meus olhos se encheram de lágrimas, principalmente nas primeiras cenas de Carrie Fisher (a inesquecível Leia). Rey continua a dona da "p..." toda, John Boyega continua o dono da "p..." toda, mas, que fique claro a J. J. Abrams, que "eu não vou negar que sou louco por você, tô maluco pra te ver, eu não vou negar...". Ele volta a "Star Wars" no próximo filme, o Episódio IX. 

" STAR WARS - OS ÚLTIMOS JEDI " - Star Wars: Episódio VIII - The Last Jedi - Dir. por Rian Johnson - EUA - 2017 - Distribuidora no Brasil: Disney - Exibidor para o Mais Cinema: Multiplex Itatiba Mall 

Instagram Oficial: @daniel_serafim_mais_cinema
Perfil Oficial: facebook.com/dsmaiscinema - Daniel Serafim 


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Um comentário:

  1. Desfruto muito deste gênero de filmes, sempre me chamam a atenção pela historia. Adorei está história, por que além das cenas cheias de efeitos especiais, realmente teve um roteiro decente, elemento que nem todos os filmes deste gênero tem. Eu gostei a participação de Justin Theroux, ele é um ator multifacetado e talentoso, seu trabalho de dublagem também é excelente, em Lego Ninjago foi ótimo. É um dos mais divertidos que já vi, é um dos melhores filmes do cinema infantil , gostei muito como se desenvolve a história, o roteiro é muito divertido para pequenos e grandes, em todo momento nos fazem rir. É um filme que sem importar o estado de animo em que você se encontre, irá lhe ajudar a relaxar um pouco.

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