segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Primeiras Impressões: A Forma Da Água



~ Vou pedir licença e, com muito carinho, vou exclamar a minha convicção: é obra-prima. Agora, vou pedir uma segunda licença e, com respeito, vou "chover no molhado" e dizer: esse espetáculo visual estarrecedor deve-se ser compreendido, por quem tiver condições, na maior de tela de cinema que estiver ao nosso alcance e por dois fatos: porque, 1, sim, tem uma direção artística que vai de impecável a "milagre"; porque, 2, todo o abismo visual obtido aqui tem função de se juntar a narrativa, não é um preciosismo banal, e isso é capaz de transformar completamente a imersão no cinema. 

~ A visão de Guillermo Del Toro, o olhar de visionário, atinge aqui um perfeccionismo nada agressivo e completamente agregado. O resultado operístico deste filme renova várias tradições, tanto no âmbito do cinema, quanto no âmbito literário, na ideia do monstro, do vilão, do "sonho americano", do "felizes para sempre" e do beijo derradeiro (aquele que acorda a princesa do sono profundo). Tais visões são alcançadas sem as pieguices, sejam dos clichês, dos estereótipos ou do amor romântico. É um conto altamente surpreendente. 

~ E fica a celebração da atuação hipnótica de Sally Hawkins, de inesquecível a conquistadora, se tornando "a princesa muda". Fica a alma deste filme, dentre tantos carismas, toda calcada na graciosidade e, neste sentido, há de se fazer a observação que Guillermo, de fato, dá um grande passo e extrai toda narrativa de um elemento diferente de sua primeira obra-prima, "O Labirinto Do Fauno", que era um poço de inocência. Este é um abismo de graciosidade. Está, literalmente, em estado de graça. Semana que vem apresento meu comentário completo e na íntegra. 

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