sábado, 27 de janeiro de 2018

Primeiras Impressões: Todo O Dinheiro Do Mundo

3 Observações



~ Ridley Scott. Lenda viva do cinema. Ele tem 80 anos de vida  e mais de 50 anos de carreira. Diante disso, com todo respeito e amor, e levando em conta o pouco de cinema que estudei até aqui, nesses 31 anos, penso eu que sou incapaz de me virar para um filme como "Todo O Dinheiro Do Mundo" (que assistimos na última terça-feira em Sao Paulo e que estreia nos cinemas em 1º de Fevereiro) e dizer "esse filme tem esse problema..." ou "o problema desse filme é...". Não! E, na verdade, o filme é bom, aliás, é muito bom mesmo! Ridley Scott, a esta altura da carreira, questiona "mitos" da sociedade moderna. Através da imagem de homens, quase que incompreensíveis, como John Paul Getty, icônico magnata do petróleo da década de 70, este cineasta transmite, através de uma linguagem fresca, de acabamentos perfeitos e enquadramentos excepcionais (juro, uma aula de cinema), há que tantas consentimos a decadência da sociedade. 

~ No entanto, se há alguma sensação de "rastejo" em partes da história narrada em "Todo O Dinheiro Do Mundo", afirmo que são incapazes de comprometer ao filme diante do domínio cênico de Michelle Williams. Ela é, verdadeiramente, um "monstro" em cena. O extraordinário Christopher Plummer está indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante, mas aqui iniciaremos o nosso lamento anual aos nomes ignorados ao Oscar, lamentando que Michelle Williams não tenha sido indicada, pois, honestamente, tanto mais que Plummer, Williams merece destaque. A trama da mãe que se impõe e permanece firme em provar um absurdo, que o filho preciso ser resgatado do sequestro em que foi vitimado, em Michelle Williams ganha contornos fatais. (esse filme é uma distribuição da Diamond Filmes e estreia no Brasil em 1 de Fevereiro)

~ Mais do que isso (e mais uma prova do pesar  por Williams não ter sido indicada ao prêmio máximo do ano), faz todo o sentido do mundo uma personagem mulher resistente, vista em confrontos, seja por dinheiro, seja pelo sogro ou seja contra o que lhe dizem; faz todo sentido do mundo essa personagem ser uma alma num filme, de onde Kevin Spacey foi demitido por acusações de abusos sexuais e foi brilhantemente substituído por Christopher Plummer. Faz todo o sentido do mundo que Michelle Williams tenha compreendido sua personagem desta forma e tenha atuado com a maior autenticidade possível! E faria muito mais sentido (acredite!) se Plummer não fosse indicado, mas se Williams fosse indicada. Viva Ridley Scott, viva!

Instagram Oficial: @daniel_serafim_mais_cinema
Perfil Oficial: facebook.com/dsmaiscinema - Daniel SerafIm 

MAIS CINEMA! A GENTE SEMPRE QUER MAIS, DAQUILO QUE A GENTE AMA!

Nenhum comentário:

Postar um comentário