domingo, 25 de fevereiro de 2018

Pantera Negra

"Pantera Negra e Wakanda: criatura e habitat por si só. E nada mais!"



FOTOGRAFIA FEITA NO CINEMA MULTIPLEX ITATIBA MALL


Quando você escreve sobre um filme, depois que uma grande maioria já assistiu, é possível atrair muito mais cabeças pensantes, para compartilhar suas impressões. No caso de "Pantera Negra", fazer esse compartilhamento agora, cairá como uma luva, dado o valor do filme e dadas algumas manifestações que me entristeceram e/ou que me parecem equívocos. Espero profundamente, mais do que em pleno calor das discussões sob as que as sociedades estão, que em pleno 2018, possamos olhar e perceber "Pantera Negra" como uma realização enérgica, que atrai como um imã as urgências, que se transforma em canal e que, sim, produz o efeito transcendente, com o mesmo ímpeto, valor e liberdade, por exemplo, de "Mulher-Maravilha". Infelizmente doeu ver opiniões (respeitáveis como opiniões) interpretando "Pantera Negra" a imagem de um "carnaval brasileiro" ou como uma estrutura de um carnaval. Quer dizer: que filme sem importância, não é mesmo? No entanto, independente das opiniões e (graças a todas as deusas e deuses do cinema) acima delas, o filme é bom, é um bom filme e é, sim, uma das vozes mais poderosas nos dias de hoje. Duvide do que você lê, duvide do que você ouve e, pra receber um mínimo de segurança, busque mais, porque "Pantera Negra" é bem mais, bem mais Cinema e bem mais que Cinema. 

Wakanda é assim: é o lugar que evoluiu tecnologicamente, que preserva sua tradição, sua diversidade e que, no seu direito, se mantém isenta do envolvimento com o resto do mundo. É a super-proteção, que está na sua coerência e na sua pacificidade. Quando T'Challa assume o trono, novos tempos urgem e a urgência desses novos tempos estabelece o dilema. Um exemplar do maior tesouro de Wakanda, o vibranium, é roubado e torna frágil a segurança que Wakanda continue no anonimato. Não só isso, tem mais gente querendo o trono de Wakanda, gente com outros pensamentos, pois enquanto T'Challa tenta se comportar com o mínimo de prudência, o jovem Killmonger tem pensamentos opostos. É dessa forma que, nesta história, busca-se a política, busca-se um entendimento entre os movimentos que existem em Wakanda, mesmo quando eles livremente queiram experimentar outros lados. O Pantera Negra, que está no trono, não está a serviço de um heroísmo banal, ele compreende que está a serviço dos seus povos e, antes de ser um herói, ele é um líder, sob quem responsabilidades, perigosas ou não, irrompem sobre si. 

Pois bem, como ouvi uma pessoa dizer, é preciso perceber as rupturas que "Pantera Negra", o filme, produz. Pensar que negras e negros, pela primeira vez, estão assistindo uma produção mega talentosa toda estruturada por negros, com as maiores das liberdades e com orçamento de 200 milhões, é sim arrepiante. Pensar que todos nós estamos assistindo isso juntos, é mais arrepiante ainda. É inédito e está acontecendo agora. Um filme da Marvel, diferente de tudo, com um super-herói negro que, como disse acima, cresce quando é menos um super-herói e mais alguém frente aos dilemas. A direção de Ryan Coogler tem uma liga fantástica, mantém o ritmo e impede que se chegue ao final com um tom a menos, é sempre um tom a mais. Todos os personagens desse filme tem complexidade, tem humor e não qualquer humor, humor que ajuda a construir suas complexidades e seus entendimentos. As mulheres desse filme estão em igualdade explosiva, aliás, esse é o elenco dos talentos mais inexplicáveis: Lupita Nyong'o fascina violentamente, Angela Basset é de um respeito indescritível, Letitia Wright se diverte, mas é Danai Gurira a atriz coadjuvante mais perfeita. Dentre os homens, Chadwick Boseman enverga o Pantera Negra e Michael B. Jordan sustenta suas impressões anteriores, do excelente ator que é; e tem os brancos coadjuvantes que também estão excelentes, Andy Serkis e Martin Freeman. Então, sinceramente e honestamente, considero inaceitável interpretações que tentem (sem sucesso) desqualificar esse filme, que, em pleno 2018, soma, agrega e é muito mais Cinema. 

" PANTERA NEGRA " - Black Panther - Dir. de Ryan Coogler - EUA - 2018 - Exibidor para o Daniel Serafim Mais Cinema: Cinema Multiplex Itatiba Mall 

Instagram Oficial: @daniel_serafim_mais_cinema 
YouTube: Daniel Serafim Mais Cinema 



MAIS CINEMA! A GENTE SEMPRE QUER MAIS, DAQUILO QUE A GENTE AMA!

2 comentários:

  1. O filme merece todo o sucesso que está tendo

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  2. A importância do filme reside na sua mensagem política e cultura. Além de mostrar que um filme com um elenco principalmente com pessoas de cor não é necessariamente para este tipo de público. E ver rostos frescos ou não reconhecidos provando seu talento é impressionante. Michael B. Jordan superou o protagonista e se tornou o melhor vilão da Marvel. Sem dúvida, vou segui-lo de perto em seu novo projeto. Na minha opinião, Fahrenheit 451 será um dos melhores hbo filmes de este ano. O ritmo do livro é é bom e consegue nos prender desde o princípio. O filme vai superar minhas expectativas. Além, acho que a sua participação neste filme realmente vai ajudar ao desenvolvimento da história.

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