terça-feira, 1 de maio de 2018

62 anos de Lars Von Trier

FOTO TIRADA NA SALA DAS DIVAS DE HOLLYOOD DO STUDIO NEIDE TUON
A VERSÁTIL FILMES COLOCOU Á VENDA NOVAMENTE OS FILMES DO DIRETOR

Três relíquias na bandeja: "Medeia", "Os Idiotas" e "Dançando No Escuro". Partir em "Medeia" de um roteiro de um deus do Cinema, o senhor Carl Theodor Dreyer, era uma tarefa para um ser iluminado, por isso, caiu nas mãos do senhor Von Trier. Nunca tive nenhum problema quanto a Lars Von Trier, que sempre foi um querido e que sempre foi compreendido por mim em seu contexto. Quando assisti "Os Idiotas" foi, pra mim, uma experiência desestabilizadora e apavorante; então busquei conhecê-lo mais e melhor, conheci o que tinha feito antes e todo o trabalho de Lars como diretor fez um sentido muito único. Fez igual sentido seu movimento Dogma, que influenciou o Cinema e posicionou o Cinema dinamarquês do novo milênio. E tem sido assim em seus 62 anos de vida, Lars consegue se reinventar e consegue contribuir como cineasta de uma forma inesperada. Enquanto é taxado de "excêntrico" ou "fetichista" (alvo daquela velha opinião formada sobre tudo), ele consegue proteger uma distância saudável entre a opinião e o artista que é. Ele tem seu jeito, sua personalidade, sua visão de mundo e não é mais "louco" que eu e você; tampouco ele vem de encontro com padrões, normatividades ou expectativas. O melhor tempero de seus filmes é justamente quando consegue afrontar e debochar, seja com ou sem violência, sempre tentando "esfregar" na cara da gente que a gente é tão ou mais igual a tudo aquilo que a gente vira a cara. Com uma beleza de embriagar, suas realizações trazem reflexos de sua vida. No leito de morte, sua mãe lhe deu a notícia que ele tinha outro pai e isso foi fulminante. Na universidade de Cinema adotou o "Von" para seu nome e soube se apropriar de sua imagem. A depressão que lhe ocorreu lhe trouxe um torpor de criatividade que fez de "Anticristo" ou "Melancolia" um êxtase visual, de uma catarse violenta. Nos últimos anos ele tem sido um grande renovador da estética do choque no Cinema e "Ninfomaníaca" é a aula que faltava para tal matéria. O resultado de seus talentos é de que não há nada que se compare a Lars Von Trier, nem antes e nem depois; sua contribuição é inestimável! Em 2018 ele volta ao Festival de Cannes, ele que foi a 1ª Palma de Ouro dos anos 2000 com "Dançando No Escuro", que continua um monumento do Cinema e/ou um dos filmes mais angustiantes que se tem notícia. E que venha seu novo filme, "The House That Jack Built".

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